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terça-feira, 6 de novembro de 2012

COCATRICE !!







Cocatrice é um ser fantástico que, 
na maioria de suas descrições tem um corpo de um réptil alado 
com pernas e crista de galo e uma cobra na cauda.


Em umas versões, é dito que a cocatrice possui várias formas, 
sendo ou um réptil alado ou uma quimera completa.


Desde a Grécia Antiga, o animal entrava na categoria de seres fantásticos 
conhecidos como basilisco, 
e esse se tornou a imagem da fera, 
uma cobra gigante com uma coroa e uma pluma, 
porém, na Idade Média, o basilisco possuía duas retratações, 
a de serpente e a de uma criatura metade galinha, metade réptil.


Daí, a segunda imagem se tornou um monstro distinto, o cocatrice.


Para a heráldica, é visto como um animal semelhante 
a um dragão com cabeça de galo


Nasce de um ovo de galinha chocado por um sapo como seu parente, 
o basilisco. 

Possui a habilidade de transformar em pedra 
aquele que fixa seu olhar ao dele.









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GIGANTE ADAMASTOR !!









Adamastor é um mítico gigante baseado na mitologia greco-romana, 
referido por Luís de Camões n'Os Lusíadas.

Representava as forças da natureza contra Vasco da Gama 
sob a forma de uma tempestade, ameaçando a ruína daquele que tentasse 
dobrar o Cabo da Boa Esperança e penetrasse no Oceano Índico, 
os alegados domínios de Adamastor.

É o nome atribuído a um dos gigantes, filhos de Terra, 
que se rebelaram contra Zeus. Fulminados por este, 
ficaram dispersos e reduzidos a promontórios, ilhas e fraguedos. 


O seu nome surge, certamente, 
pela primeira vez com Sidónio Apolinário.


Foi popularizado ao ser usado com verdadeira mestria 
pelo poeta português Luís de Camões, no Canto V 
da epopeia portuguesa Os Lusíadas, 
como o gigante do Cabo das Tormentas, 
que afundava as naus, e cuja figura se desfazia em lágrimas, 
que eram as águas salgadas que banhavam 
a confluência dos oceanos Atlântico e Índico.


O episódio do Adamastor representa, assim, 
em figuração grandiosa e comovida, a sua oposição 
à audácia dos navegadores portugueses 
e a predição da história trágico-marítima que se lhe seguiria.


O Adamastor tem não só o papel de reforçar o positivismo da viagem, 
assim como o Velho do Restelo. 

Também dá ênfase ao «mais que humano feito» 
(feito sobre humano) referido na proposição.


Realçando a coragem do Herói, individual ou colectivo, 
que enfrenta, apesar do medo, desafios superiores do poder do Homem, 
porque renega a sua emoção seguindo a ordem de el-rei.

Na continuação do episódio, o narrador mostra-nos como este gigante 
tem uma fraqueza, um amor impossível, 
mostrando que até o mais poderoso ser padece 
dessa doença benigna que é o amor.


A sul do Cabo Bojador erguia-se um conjunto de lendas 
e superstições que a imaginação mitogénica 
criara a partir do mundo desconhecido. 

Os marinheiros quatrocentistas não podiam deixar de sentir 
o mistério que envolvia a transposição de tais obstáculos. 

As lendas representavam o medo do que havia 
no tenebroso cabo e para além dele.


À custa de uma experimentação contínua, 
os marinheiros portugueses aprenderam a recusar esses mitos 
e chegaram com Bartolomeu Dias ao Cabo das Tormentas, 
conhecido pela impossibilidade de se navegar, 
e que, passando a se chamar Cabo da Boa Esperança, 
lhes abria as portas da Índia.

Os mares desse cabo serviram muitas vezes de sepultura a naus 
e a gentes carregadas de riquezas e de desilusões, 
como que comprovando as profecias do Adamastor. 

Bocage escreveu um belo soneto relativo 
ás profecias do Adamastor :










Adamastor cruel ! ... De teus furores
Quantas vezes me lembro horrorizado !
Ó monstro! Quantas vezes tens tragado
Do soberbo Oriente dos domadores !

Parece-me que entregue a vis traidores
Estou vendo Sepúlveda afamado,
Com a esposa, e com os filhinhos abraçado
Qual Mavorte com Vênus e os Amores.

Parece-me que vejo o triste esposo,
Perdida a tenra prole e a bela dama,
Às garras dos leões correr furioso.

Bem te vingaste em nós do afouto Gama !
Pelos nossos desastres és famoso:
Maldito Adamastor ! Maldita fama !





É mencionado por Voltaire no capítulo dedicado a Camões 
do Essai sur la poésie épique. 


Aparece também na obra de Victor Hugo por duas vezes: 
em Os Miseráveis (Tomo III, Marius, cap III) 
e num poema dedicado a Lamartine 
(Les Feuilles d'automne, cap IX).


Alexandre Dumas refere o gigante por seis vezes nas suas obras: 
em O Conde de Monte Cristo (cap. XXXI), 
Vinte anos depois (cap. LXXVII), 
Georges (cap I), Bontekoe, Les drames de la mer, (cap I), 
Causeries Mes Mémoires (cap. CCXVIII). 

É também mencionado por Saramago, 
em sua obra chamada Intermitências da Morte.










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GIGANTES !!







Gigantes são figuras comuns em folclores e lendas, 
sendo caracterizados como humanos 
ou humanóides de grande tamanho, 
que varia em cada lenda.


Graças à sua grande estatura são atribuídos a gigantes 
grandes força e resistência, algumas vezes são retratados 
como burros e ignorantes 
e outras como inteligentes e até amigáveis.


Um conceito simples, gigantes aparecem em lendas 
e historias de todo o mundo, 
até mesmo sendo citados na Bíblia.


Os gigantes para a mitologia nórdica 
são os inimigos dos deuses supremos, 
como Geirrord, 
que trava uma batalha mortal com Thor, 
o qual é filho do poderoso deus Odin.


Estes seres são enormes em suas proporções físicas 
e têm a capacidade de se transformarem em quaisquer criaturas 
(animada ou inanimada) 
dos quatro cantos do mundo. 


Assim, tendo o poder de enganar qualquer um 
que passar pelos seus caminhos.









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HYDRA DE LÉRNA !!





A Hidra de Lerna era um animal fantástico 
da mitologia grega 
que morava no pântano de Lerna 
com inúmeras cabeças de serpente 
(diferentes versões dizem ser 7, 8, 9 ou até 10 cabeças) 
que se regeneravam 
(ou seja, matava-se uma e surgia pelo menos 
mais uma no lugar) 
e corpo de dragão, cujo hálito era venenoso. 
Uma das cabeças era imortal.


Foi derrotada por Hércules 
em um dos doze trabalhos, 
que atirou uma pedra na cabeça imortal 
ou, em outras versões, 
destruiu cada cabeça 
e, para não se regenerarem, 
pediu ao sobrinho Jolau 
para queimar cada cabeça 
após ser cortada. 

Segundo a tradição, 
o monstro foi criado por Hera 
para matar Hércules.


Quando percebeu que Hércules iria matar a serpente, 
Hera enviou-lhe ajuda – um enorme caranguejo -, 
mas Hércules pisou-o 
e o animal converteu-se na constelação de caranguejo 
(ou Câncer).


Hércules, após a matar, 
aproveitou para banhar as flechas no sangue, 
para as deixar venenosas também.









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LÂMIAS !!





Na mitologia grega, Lâmia era uma rainha da Líbia que tornou-se 
um demônio devorador de crianças.

Chamavam-se também de Lâmias um tipo de monstros e bruxas 
ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes 
e lhes sugavam o sangue.

Diversas histórias são contadas a respeito de Lâmia.

Sua aparência também varia de lenda para lenda. 

Na maior parte das versões, contudo, seu corpo, 
abaixo da cintura, tem a forma de uma cauda de serpente. 

Segundo algumas versões dessa lenda, 
Lâmia era uma belíssima rainha da Líbia 
filha de Poseidon e amante de Zeus, de quem concebeu muitos filhos, 
dentre os quais a ninfa Líbia.

Hera mulher de Zeus, corroída pelos ciúmes, 
matava os filhos de Lâmia ao nascer e, ao final, 
a transformou em um monstro (em outras versões Lâmia foi esconder-se 
em uma caverna isolada e o que a transformou em um monstro 
foi seu próprio desespero).


Por fim, para torturá-la ainda mais, Lâmia foi condenada por Hera 
a não poder cerrar os olhos, para que ficasse para sempre obcecada 
com a imagem dos filhos mortos.


Zeus, compadecido pelo terrível destino de sua antiga amante, 
cedeu-lhe o dom de poder retirar seus olhos temporariamente, 
único momento no qual o tormento esquecia.



" Veria Lâmia, em suas visões, seus filhos devorar, para, 
no mesmo instante, à vida retornar ? " 
Horácio.


A terrível inveja que Lâmia sentia das outras mães fazia com que 
vagasse noite e dia sem dormir, 
espreitando as crianças para as devorar.


Devido a esta lenda, a Lâmia era usada na antiguidade 
para assustar as crianças, da mesma forma que a Cuca 
e o Bicho Papão no folclore português e brasileiro.


Segundo opinião bastante difundida, a Lâmia mitológica serviu de modelo 
para as Lâmias (Lâmiae em latim), ora descritas como bruxas 
ora como espíritos e ora como pequenos monstros humanos 
da cintura para cima, mas com caudas de serpente.

As Lâmias atraíam os viajantes expondo os belos seios 
e emitindo um agradável cicio, para depois matá-los, 
sugar seu sangue e devorar seus corpos.


Neste aspecto, as Lâmias constituem um antecedente 
dos súcubos da Idade Média e das modernas vampiras.


Com freqüência a Lâmia é associada nos bestíarios de outras culturas 
a criaturas similares, de natureza selvagem e maligna, 
tais como Lilith da Mitologia hebraica.















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MAIS SOBRE AS HÁRPIAS !!







As harpias (em grego: ἅρπυιαι), na mitologia grega 
frequentemente representados como aves de rapina 
com rosto de mulher e seios.

Na história de Jasão, as harpias foram enviadas 
para punir o cego rei trácio Fineu, 
roubando-lhe a comida em todas as refeições.

Muitas pessoas também acreditam que as harpias eram mulheres 
com asas, bico e pés de pássaros.

Mas não há nenhuma afirmação científica neste caso.

As Harpias eram irmãs de Íris, Filhas de Tifão e Equídina.

Seus nomes eram :


Aelo

Aelo (Ἀελλώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a borrasca".



Ocípite

Ocípete (Οκύπητη) é uma harpia cujo nome em grego significa "a rápida no vôo".



Celeno

Celeno (Κελαινώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a obscura".
Também é chamada de Podarge (Ροδαργε).


Em outras versões em vez de harpia,
Celeno uma das sete plêiades, filha de Atlas e Pleione.











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HECATÔNQUIROS !!






Os hecatônquiros (em grego Έκατόνχειρες Hekatonkheires, 
"os de cem mãos"), 
também conhecidos por Centimanos 
(do latim Centimani), 
eram três gigantes da mitologia grega, irmãos dos 12 Titãs 
e dos 3 Ciclopes, filhos de Urano e Gaia : 

Briareu ("forte"), 
Coto ("filho de Cotito") 
e Giges ("o membrudo").

Possuíam cem braços e cinquenta cabeças.

Urano, que os hostilizava, acabou mandando-os 
para as entranhas de Gaia.

Esta, enfurecida, ajudou-os a escapar e a montar a rebelião 
que culminaria com a castração de Urano.

Depois da queda de Urano, Cronos sobe ao poder 
e os aprisiona no Tártaro.

São libertados por Zeus, que os ajuda a montar uma emboscada.

Como possuiam cem braços, eram hábeis venceram os Titãs junto 
com os deuses olímpianos e no comando zeus, 
essa foi a famosa titanomaquia.

Depois de derrotar os Titãs, os hecatônquiros se estabeleceram 
em palácios no rio Oceanus, ficaram como guardiões das portas do Tártaro, 
onde Zeus havia aprisionado os Titãs.













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MAIS SOBRE OS CENTAUROS !!






Na mitologia grega, os centauros, "matador de touros", 
são uma raça de seres com o torso e cabeça humanos 
e o corpo de cavalo.



Viviam nas montanhas de Tessália e repartiam-se em duas famílias :



Os filhos de Íxion e Nefele, que simbolizavam 
a força bruta, insensata e cega. 

Viviam originalmente nas montanhas da Tessália 
e alimentavam-se de carne crua. 

Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros 
(o filho de Íxion e Nefele) e algumas éguas magnésias, 
ou de Apolo e Hebe. 

Conta-se que Íxion planejava manter relações sexuais com Hera, 
mas Zeus, seu marido, evitou-o moldeando uma nuvem 
(nefele, em grego) com a forma de Hera. 

Posto que Íxion é normalmente considerado o ancestral dos centauros, 
pode se fazer referência a eles poeticamente comoIxiónidas.

Os filhos de Filira e Cronos, dentre os quais o mais célebre era Quíron, 
amigo de Héracles, representavam, ao contrário, 
a força aliada à bondade, a serviço dos bons combates.


Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram 
com os Lápitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodâmia 
no dia da sua boda com Pirítoo, 
rei dos Lápitas e também filho de Íxion.

A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito 
entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade.

Teseu, um herói e fundador de cidades que estava presente, 
inclinou a balança do lado da ordem correcta das coisas, 
e ajudou Pirítoo.

Os centauros foram expulsos da Tessália 
e vieram a habitar o Épiro.

Mais tarde Hércules exterminou quase todos.

Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas 
em baixo relevos no friso do Partenão, 
que estava dedicado à deusa da sabedoria Atena.

O centauro aparece na iconografia cristã como uma besta infernal, 
tentadora de donzelas.

Às vezes aparece baixo a forma de onocentauro, 
mistura de homem e burro com exagerados atributos sexuais.













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ORTHRUS OU ORTROS !!





Ortros era um cão bicéfalo oriundo da mitologia grega.

Tido como o mais feroz cão de guarda da antiguidade, 
sua cauda era uma serpente.

Sua mãe, Equidna era uma mulher-serpente e seu pai, Tifão, 
possuia cabeça de cavalo.

Ortro era irmão do cão Cérbero que guardava o Hades.

Ortro era mascote de Gerião, gigante de três corpos, 
seis asas e seis braços, pastor de um dos maiores e melhores rebanhos 
de todo continente africano.

Ortro vigiava seu gado, na ilha de Eritéia, onde Hércules o matou, 
para cumprir o seu décimo trabalho. 

Há quem diga que o dono original de Ortro foi Atlas, 
o titã que carregava a Terra nos ombros.

Conta a lenda que depois de ter sido morto por Hércules, 
Ortro ascendeu aos céus e transformou-se 
na estrela Sírius (Estrela do Cão), 
que é a estrela mais brilhante do céu noturno.
















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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CAIXA DE PANDÓRA !!





Pandora, na mitologia grega, 
é considerada como a mulher que, 
como Eva nos mitos bíblicos, 
é criada para tentar e seduzir o homem, 
provocando sua destruição. 

Ela era a filha mais velha de Zeus
a portadora de todos os dons. 

Ao completar nove anos, 
ela teria sido presenteada pelo pai 
com um colar antes pertencente a Prometeu. 

Este, ao roubar dos deuses o fogo, 
doando-o à Humanidade para que esta sobrevivesse, 
foi punido pelo deus dos deuses.


Preso por correntes ao Monte Cáucaso, 
com seu fígado devorado por um abutre 
diariamente por trinta mil anos, 
Prometeu, antes de ser punido, preveniu seu irmão, 
Epimeteu, que recusasse todo presente vindo de Zeus. 

Não foi, porém, levado a sério por seu familiar, 
que logo aceitou Pandora como esposa. 

Há várias versões desta história, 
mas a essência é basicamente a mesma.

Algumas dizem que a famosa caixa pertenceria à mulher, 
que nela guardaria suas lembranças, tornando-se prisioneira 
de uma delas, a tristeza de ter o colar de Prometeu destruído. 

Não conseguindo se libertar desta maldição, 
ela teria se suicidado aos 36 anos. 

Nesta mesma linha, alguns sustentam que a moça 
teria levado consigo, no casamento, 
um recipiente contendo todas as desgraças 
que poderiam destruir a humanidade, 
tais como a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, 
a mentira e a paixão. 

Epimeteu teria, por curiosidade, aberto a peça, 
involuntariamente liberando no mundo estes terríveis males. 

Dentro deste receptáculo teria restado apenas a esperança, 
única dádiva ali presente.

Outras histórias afirmam que a caixa pertenceria a Epimeteu. 

Hipnotizado pela beleza de Pandora, 
ele teria adormecido profundamente, 
quando então ela teria desvelado o conteúdo da arca 
e assim dado fim à chamada Idade de Ouro da Humanidade. 

O termo ‘Caixa de Pandora’ representaria, assim, 
o terrível desejo de conhecimento do homem, desmedido, 
sem limites, o mesmo que perpassa Adão 
e se concretiza no ato de Eva, 
com a conseqüente expulsão do Paraíso, ou seja, 
o pagamento de um preço terrível pela sede 
de ver sempre mais além.

Este mito revela a presença feminina na Terra 
como a fonte de todas as aflições do Homem. 

Essa narrativa foi transmitida aos nossos dias graças 
à obra do poeta grego Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, 
no século VIII a.C. 

Segundo este autor, Pandora não é uma mulher má, 
mas o instrumento necessário e belo 
para a própria segurança da Humanidade, 
pois ela teria impedido, ao fechar a caixa antes de ser liberta 
a esperança, ou de acordo com outras traduções, 
a ‘antecipação’, que o Homem prevesse seu sofrimento futuro, 
o que se transformaria em eterno martírio.




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DRAGÃO !!








Animal fabuloso de muitas culturas diferentes, em umas benevolente, 
em outras malévolo, na arte cristã o dragão veio a simbolizar o pecado 
e o paganismo, e por isso a iconografia o representa prostrado 
aos pés de santos e mártires.

Dragão é um monstro presente nas mitologias de diversas culturas, 
descrito geralmente como uma grande serpente ou um enorme lagarto, 
com grandes asas de morcego, pele escamosa, grande cauda serrilhada, 
uma ou várias cabeças e outras tantas bocas, por meio das quais 
lança labaredas de fogo. 

A palavra grega drakon significa originalmente serpente.

Assim, a serpente Píton, monstro mitológico, filha de Géia 
e depositária inicial do oráculo de Delfos, era, às vezes, 
representada como um dragão. 

Entre os povos orientais, o dragão era a princípio o símbolo 
do espírito do mal, tal como ocorria no antigo Egito.

Entretanto, no mundo grego e romano, tal interpretação do dragão 
como um ser maléfico coexistia com a idéia da existência 
de outros dragões benéficos, ocultos no seio da terra. 

Essa dualidade se achava presente também em outras culturas.

Na China, o dragão (lung) representava o princípio yang 
da atividade e da masculinidade e desde tempos muito remotos 
constituía o símbolo da família imperial, reproduzido em edifícios, 
flâmulas e galhardetes. 

O dragão japonês, um dos elementos herdados da cultura chinesa, 
tinha o poder de mudar de forma e tamanho 
e ainda a faculdade de fazer-se invisível.

No Ocidente, ao longo da história da arte e da mitologia 
prevaleceu a idéia do dragão como encarnação do espírito do mal. 

Assim, no santoral cristão (livro que contém panegíricos 
ou vida de santos) são Miguel e são Jorge aparecem 
como vencedores do maléfico mito.

Analogamente, em numerosas representações da Virgem Maria, 
sobretudo em sua invocação como a Imaculada Conceição, 
ela aparece pisando a cabeça de um dragão, identificado, 
neste caso, com a serpente do Gênesis, 
à qual uma mulher "esmagará a cabeça".

Num outro contexto, o dragão foi tomado como emblema heráldico. 
Um exemplo é a figura incorporada, no século XX, 
às armas do príncipe de Gales.


















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