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sábado, 3 de novembro de 2012
DRAGÃO NA AMÉRICA PRÉ-COLOMBIANA !!
Os dragões aparecem mais raramente nos mitos dos nativos americanos,
mas existem registros históricos da crença em criaturas "draconídeas".
Um dos principais deuses das civilizações do Golfo do México era Quetzalcoal,
uma serpente alada.
Nos mitos da tribo Chincha do Peru, Mama Pacha, a deusa que zelava
pela colheita e plantio, era às vezes descrita
como um dragão que causava terremotos.
O mítico primeiro chefe da tribo Apache (que, segundo a lenda,
chamava-se Apache ele próprio) duelou com um dragão usando arco e flecha.
O dragão da lenda usava como arco um enorme pinheiro torcido
para disparar árvores jovens como flechas.
Disparou quatro flechas contra o jovem,
que conseguiu se desviar de todas.
Em seguida foi alvejado por quatro flechas de Apache e morreu.
No folclore brasileiro existe o Boitatá, uma cobra gigantesca
que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
LENDA DO CACAU !!

A história do cacau tem sua origem envolta por mitologia e lenda. O Deus asteca Quetzalcóatl , senhor da lua prateada e dos ventos gelados, tal como Prometeu, também ofertou aos homens um presente roubado do país dos deuses.
Querendo dar aos mortais algo que lhes enchesse de energia e prazer, Quetzcoalf foi aos campos do Reino dos Filhos do sol para de lá furtar as sementes da Árvore Sagrada. Desta forma fantástica , as sementes do cacaueiro teriam surgido na região dos Astecas e aí frutificado, dando origem à árvore.

Diz a lenda que os astecas , nas festividades das colheitas , davam às vítimas de sacrifícios taças de chocolate .

Os astecas faziam isto para que as almas das vítimas chegassem mais rápido ao céu de uma forma que agradasse as divindades , pois o chocolate era visto como o alimento dos deuses .
Por estar ligado a religiosidade, essa árvore foi primeiramente cultivada por sacerdote.
Além do que, a bebida amarga e com poderes especiais extraída de suas favas, só podia ser tomada em taças de ouro. Esta lenda diz que foi em Montezuma , no México , que a bebida do cacau teve o seu maior fã .
O mito fala que ele possuía , diariamente , à mesa : 50 vasilhas de ouro para chocolate e ordenava colocar a disposição de seus funcionários mais de 3000 barris de cacau preparado . Este imperador , último dos astecas , quando esteve no poder , de 1502 à 1520 tornou oficial o uso do chocolate nas refeições dos nobres .Este imperador ficou conhecido pelas escrituras como o : Imperador do Chocolate . Há uma lenda que diz que o imperador Montezuma tinha mais de mil mulheres e sempre ingeria chocolate antes de ir para o harém .
Quando conquistou o México ( 1519 - 1521 ), o comandante espanhol Hernán Cortez escreveu ao seu soberano, Carlos V, relatando que o imperador Montezuma não se servia mais do que uma vez na mesma taça de puro ouro. E confessa ter sido tomado de grande estranheza ao notar que, mais do que uma demonstração de riqueza, tal hábito relevava a imensa estima que a bebida escura merecia.
Cortez relata ainda que bastaria uma taça daquele líquido para reconfortar um homem por todo um dia de caminhada, sem necessidade de qualquer outro alimento DO CACAU AO CHOCOLATE. O termo chocolate vem do dialeto "nauatle", usado na América Central pré-Colombiana.
Porém no século XVIII, uma lenda já o relacionava a palavra grega "theobroma", que significa alimento dos deuses O autor teria sido um botânico sueco chamado Carlos Lennaeus, que conhecia muito bem a trajetória do chocolate através dos tempos e dos povos. Foi o casamento de Luís XIII da França com Ana de Áustria o fato marcante na difusão do chocolate no mundo - monges espanhóis ofereceram chocolates de presente aos noivos. A Corte francesa aderiu rapidamente á novidade que chegou para transformar os hábitos dos nobres de toda a Europa.
No início foi consumido segundo os costumes asteca, ou seja, as favas eram simplesmente trituradas e amassadas. Mas logo descobriu-se que o mel e as especiarias combinavam bem com o chocolate, acelerando mais ainda sua aceitação. Com o casamento da Maria Tereza filha de Felipe IV da Espanha, casou-se com Luís XIV, o chocolate saiu da cozinha dos conventos para entrar nos primórdios da industrialização. Entretanto , o grande marco da industrialização é 1778, quando o cacau denominado de Dádiva dos deuses, privilégio dos sacerdotes e da nobreza, chega ao homem comum.
Exite outras lendas sobre a origem do cacau : Há mais de mil anos atrás , existia uma deusa maia , que tinha os frutos do cacaueiro em seus cabelos .Então , veio o deus do vento e com um furacão espalhou estes frutos . Assim surgiu a árvore do cacau .
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LENDA DE EL DORADO !!

A lenda do El Dorado, que se fundava na crença de uma cidade repleta de ouro, cujo termo El Dorado significa O (homem) dourado em espanhol; segundo a lenda, tamanha era a riqueza da cidadela, que o imperador tinha o hábito de se espojar no ouro em pó, para ficar com a pele dourada. Essa lenda foi ouvida pelos primeiros conquistadores espanhóis que se fixaram, no século XV e XVI, nas costas da atual Colômbia e Venezuela, então chamada Terra Firme ou Terra Santa. A busca do El Dorado, que levou os europeus até ao Brasil, persistiu até meados do século XVIII.
Em 1535, o general Sebastián de Belalcazar, após ter destruído a última resistência dos Incas, no Norte de Lima (na direção de Quito), ouviu de um indígena, seu prisioneiro, a história do El Dorado, uma lenda das tribos ribeirinhas do Orinoco.
Reza a lenda que havia uma tribo muito rica, localizada perto da atual Santa Fé de Bogotá (capital da Colômbia), onde viviam os índios Chibcha ou Muisca. Este povo tinha como costume religioso o de untar o corpo do rei, provavelmente quando subia ao trono ou antes de ações guerreiras, com uma substância aderente, talvez resina, sobre a qual era soprado finíssimo pó de ouro.
Completamente dourado, o rei dirigia-se para o meio da lagoa Guatavita, numa embarcação, e banhava-se nas águas, depois de ter lançado, para o fundo, jóias, vários objetos de ouro e pedras preciosas, como oferendas ao seu deus.
Segundo os registos de Oviedo de 1543, os Espanhóis tinham ouvido dos Índios que, todas as noites, o rei dourado se lavava, retirando o ouro do corpo, mas, no dia seguinte, voltava a ser coberto por esse metal precioso.
O mito do El Dorado conquistou de tal forma o imaginário dos séculos XV e XVI que arrastou os Europeus para a busca do tesouro e para a descoberta de novas terras das Índias Ocidentais, como designava, na época, a América.
A referência ao El Dorado fazia mesmo parte das cartas com instruções que só os comandantes dos navios podiam abrir. Foram muitos os exploradores que procuraram a mítica cidade, a exemplo do espanhol Gonzalo Jimenez de Quesada, em cuja expedição de 1538 fez parte Juan de Castellanos, o autor de História Del Nuevo Reino de Granada, os primeiros escritos sobre o El Dorado.

Em 1698, descobriu-se as minas de Itaverava, em Minas Gerais, que despertaram a imaginação de vários aventureiros, relançando a busca do El Dorado. Foram encontradas, nessas minas, pedras pretas que, na realidade, eram porções de ouro, conforme se verificava depois de lavadas. Na verdade, essas pedras, que ficaram conhecidas como ouro negro, eram pretas, porque estavam cobertas por uma leve camada de óxido de ferro.
Jules Crevaux (1847-1882), um dos grandes exploradores da Amazônia, chegou à conclusão de que a existência de grutas formadas com rochas ricas em mica, que permitia tornar o corpo brilhante, teria baralhado os nativos, que nas suas narrações fantásticas, teriam confundido as palhetas de micas, conhecidas também como "areia de ouro", com o ouro do El Dorado.
Balsa Muisca no Museu do Ouro em Bogotá
A Balsa Muisca foi achada numa gruta, no município de artesãos Pasca, ao sul de Bogotá, em 1856 por três camponeses, entre outros numerosos objetos de ouro.
A balsa retrata os Musicas realizando na lagoa uma cerimônia que foi dado o nome de El Dorado. Nela o herdeiro do cacique, coberto em pó de ouro, toma posse de seu mandato com uma grande oferta aos deuses.
Essa representação aparece no centro de uma lagoa rodeada pelas principais chefes e seus seguidores, todos enfeitados com ouro e penas.
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